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Comunidade se mobiliza para preservar Mata do Planalto

23 de março de 2010 | Sem Comentarios | Arquivado em Noticias

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Como mudar o mundo diplomaticamente é um processo demorado e, sozinho, uma tarefa impossível, fazer a sua parte para melhorá-lo é a mensagem que os moradores dos bairros Planalto, Campo Alegre, Vila Clóris e Itapoã esperam passar para o resto da cidade de Belo Horizonte. Por meio das respectivas associações de bairros, e contando com o apoio do vereadores Leonardo Mattos (PV), a população local realizou uma passeata, no último domingo, dia 14, e marcou uma audiência pública na Câmara, na próxima quinta-feira, dia 18, para tentar preservar a Mata do Planalto, também conhecida por Mata do Maciel.

A área em questão possui 11,8 hectares (o equivalente a quase 11 campos de futebol), cinco nascentes, grande diversidade de fauna e flora e pertence a um particular que vendeu parte do terreno para a Construtora Rossi, que pretende construir, no local, um empreendimento imobiliário que consiste em 12 prédios de 10 andares cada um, com espaço para sete mil vagas de carros.
Além do espaço já loteado, o proprietário pode negociar o restante da área a qualquer momento, devido à grande especulação imobiliária da região. Veja fotos da Mata

Impacto de obra
De acordo com representantes da Associação dos Moradores do Bairro Planalto e Adjacências (Acpad), Antônio Matoso Bisneto, e da Associação dos Moradores do Bairro Campo Alegre, Antônio Matias de Sousa, o projeto da construtora, ao qual já tiveram acesso, não dá importância devida à área, no que se refere ao meio ambiente. “Quando arrancam árvores, algo que a natureza nos oferece, para colocarem no lugar concreto, é claro que haverá agressão!”, reclamou Bisneto. O projeto vai destinar, da área total, 4,4 hectares para a Prefeitura e 3,6 hectares para o condomínio para a construção de parques.

A preocupação dos moradores é de que o impacto causado pela obra afetará o micro-clima regional e de toda a cidade. “A comunidade não quer que mexam na mata. Querem que deixem do jeito que está”, declarou Matias. A área já fora prejudicada com a construção de dois edifícios no seu entorno, com cerca de 800 moradias, na qual não se previa um adequado sistema de esgoto, prejudicando uma nascente da região, que passou a receber os dejetos dos prédios.

Destacando que o ideal seria que a cidade tivesse mais “manchas verdes” do que “manchas de concreto”, o vereador Leonardo Mattos afirmou que a audiência pública marcada sobre o tema servirá para encontrar uma forma de ouvir todas as partes: os moradores, a construtora, a Prefeitura e o proprietário.

“Não podemos impedir que uma mata seja degradada, mas também não podemos deixar que o seu dono fique o prejuízo. Tudo isso será discutido na audiência”, alegou Leonardo Mattos. “Mas temos que aguardar a audiência, pois estamos em uma fase embrionária do assunto. Além do mais, temos que analisar o estudo de impacto ambiental do empreendimento. E é essencial que a Prefeitura seja mais combativa em relação ao meio ambiente.”, declarou o parlamentar.

Fotos da Manifestação

Fonte: CMBH

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