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Festa em defesa da Mata do Planalto mobiliza comunidade

27 de julho de 2011 | Sem Comentarios | Arquivado em Noticias

No último sábado (23/11), o vereador Leonardo Mattos (PV) participou de uma festa em prol da Mata do Planalto, uma das últimas áreas verdes de Belo Horizonte que corre o risco de ser destruída com a construção de empreendimento imobiliário na área.

Durante o evento, realizado pela Associação Comunitária do Bairro Planalto e Adjacências, cerca de 150 pessoas desfrutaram de música ao vivo e rodízio de pizzas com refrigerantes. De acordo com a líder comunitária, Magali Ferraz Trindade, o evento teve o objetivo de reforçar a luta pela preservação da Mata e articular as pessoas para continuarem a luta. 

Segundo Leonardo Mattos é na área ambiental que temos os maiores desafios a enfrentar, pois é nela que a pressão econômica se dá. “A construtora paulista que pretende construir mais de 700 apartamentos na Mata não esperava encontrar uma comunidade tão articulada e mobilizada”, disse.

Mattos destacou que defender a Mata do Planalto hoje é defender todas as áreas verdes de Belo Horizonte. “O que queremos para nossa cidade? Um monte de concreto ou uma cidade mais humana, onde as pessoas têm direito de decidir o futuro?”, questionou Leonardo.

O Parlamentor ainda ressaltou que se sente homenageado quando encontra uma comunidade tão articulada, decidida e prestativa dando sentido ao trabalho político que realiza. “A nossa resistência tem um significado: um abalo naqueles que sempre desrespeitaram os interesses da sociedade e BH não é mais uma terra de ninguém, o bairro Planalto tem dono, tem compromisso, tem morador que quer qualidade de vida e é assim que vamos aplaudir a iniciativa da comunidade”, concluiu.

Entenda o caso
Há mais de um ano, em março de 2010, uma audiência pública recebeu ambientalistas e moradores dos bairros Planalto, Vila Clóris e Campo Alegre preocupados com a construção de um grande empreendimento imobiliário na região da Mata do Planalto, conhecida como Mata do Maciel. Grande parte da área verde de 300.000 m², que abriga 20 nascentes e rica biodiversidade, poderia dar lugar a 760 apartamentos. Além de temerem a destruição da mata, os moradores se preocupam com os impactos no trânsito e a qualidade de vida em geral, já que quatro mil moradores a mais passariam a circular na região.

Outra audiência, em setembro do ano passado, inspirou medidas para dar maior transparência e permitir a participação da sociedade no processo de licenciamento ambiental de grandes obras na cidade. O promotor de justiça do Ministério Público Estadual de Meio Ambiente, Luciano Badine, questionou a legitimidade na condução do processo que autorizava a construção dos prédios.

O caso ganhou repercussão na mídia e, diante da polêmica, a decisão sobre a licença prévia para o empreendimento foi retirada da pauta do Comam, a pedido do prefeito Marcio Lacerda, que solicitou uma análise mais profunda do caso.

Em novembro, uma comissão de lideranças comunitárias e ambientalistas, mediada pelo vereador Leonardo Mattos, reuniu-se com os secretários municipais de Governo e Meio Ambiente para tentar barrar a construção do condomínio. No mesmo mês, a Comissão de Meio Ambiente e Política Urbana da CMBH fez uma visita técnica na mata para conhecer a região alvo das obras.

A última audiência pública foi realizada no dia 23 de março deste ano. Na ocasião o Ministério Público Estadual apresentou estudo técnico apontando impactos sobre o meio ambiente natural e urbano da possível construção na Mata do Planalto. A conclusão do MP, já encaminhada aos órgãos responsáveis, é pelo não-licenciamento prévio do empreendimento.

Até o momento a votação do pedido de licença prévia para o empreendimento na Mata do Planalto está suspenso no Conselho Municipal de Meio Ambiente (COMAM) e ainda não há prazo definido para nova inclusão do assunto na pauta.

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