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Moradores da rua Santa Marta querem rede de esgoto pública

14 de dezembro de 2011 | Sem Comentarios | Arquivado em Noticias

Ao final da audiência, foi marcado novo encontro para janeiro de 2012, no local

A possibilidade de implantação de uma rede de esgoto na rua Santa Marta, no bairro Sagrada Família, foi discutida nesta segunda-feira (12/12), no Plenário Helvécio Arantes, por representantes de moradores, Prefeitura e Copasa. A audiência pública foi requerida pelo vereador Leonardo Mattos (PV), membro da Comissão de Meio Ambiente e Política Urbana.

Os moradores expuseram que, no trecho entre as ruas Bicas e Pitangui, não existe rede de esgoto pública, apenas uma rede clandestina implantada, segundo um morador, na década de 60. Essa rede recebe o esgoto de imóveis de outras ruas, que é despejado a céu aberto, numa galeria pluvial da Santa Marta. Como resultado, constantes entupimentos, mau cheiro, infestação por roedores e escorpiões e até o risco da queda de um muro foram relatados.

“Estamos a 2 km da avenida do Contorno e nessa situação, que só vai se agravando a cada dia. A rede clandestina não suporta mais o lançamento de esgoto, porque a quantidade de prédios foi aumentando. Com o cheiro, não dá pra abrir uma janela.”, relatou o morador Wanderson José de Souza. Ana Lúcia dos Santos, que mora no local há 52 anos, acrescentou: “eu moro embaixo, desce tudo pra minha porta. Só não entupiu porque eu cato o lixo todos os dias”.

O vereador Leonardo Mattos lembrou que Belo Horizonte cresceu muito, e a lei teria sido muito permissiva com alguns empreendimentos, o que acarretou problemas de infraestrutura. “A lei hoje já melhorou um pouco, já leva alguma responsabilidade social ao empreendedor. Mas ainda é pouco, é para empreendimentos muito grandes. É importante identificar essas falhas na lei. A Câmara recepciona todas as demandas”. 

O problema foi explicado pelo engenheiro do setor técnico da Copasa, Cícero Baptista de Rezende: “Esse trecho de rua foi mal planejado, não tem rua transversal (para escoamento do esgoto)”. Segundo ele, o desnível máximo permitido entre os pontos mais alto e baixo nas ruas, para implantação de redes, deve ser de 3,5 metros. No caso da Santa Marta, seria necessária uma profundidade de 8 metros, o que encarece muito o custo de construção e dificulta as manutenções na rede, aumentando também o risco para os trabalhadores da manutenção. Além disso, na ocorrência de algum problema de compactação no terreno, uma rede desse porte poderia abalar a estrutura das próprias casas.

Busca de soluções
Uma reunião na rua Santa Marta, com os presentes e moradores interessados, foi marcada para o dia 9 de janeiro de 2012, às 17 horas. O objetivo é buscar soluções para o problema.

“O trabalho tem que ser em conjunto com a Copasa”, informou a secretária de Administração Regional Municipal Leste, Rita Margarete de Cássia Freitas Rabelo. “Vamos buscar suporte técnico com nossos projetistas”, assegurou o gerente do Distrito Leste da Copasa, Rogério de Abreu Milhorato.

Medidas para evitar a infestação de escorpiões, baratas e roedores – como o descarte correto de lixo – foram indicadas pelo gerente distrital de Controle de Zoonoses Leste, José Marcos Santiago, que ponderou: “Estamos fazendo (com visitas) um trabalho paliativo no local, enquanto a questão das redes de esgoto e pluvial não for resolvida”. O morador Wanderson chegou a levar à audiência um vidro com escorpiões que teriam sido coletados próximos à sua residência.

Também participaram da mesa da audiência o vereador Tarcísio Caixeta (PT); pela Prefeitura, a gerente de Vigilância Sanitária Leste, Ana Carolina Figueiredo, e a gerente de Manutenção da Regional Leste, Maria Consuelita Oliveira; e os representantes dos moradores Jesuino Barros Mendes e Eustáquio Gontijo Maia.

Fonte: CMBH

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