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Sebastião Nery visita a Câmara e relembra trajetória jornalística e política

8 de julho de 2010

Com 78 anos de idade e a mesma disposição dos seus tempos de juventude, Sebastião Nery, político e jornalista dos mais polêmicos, participou de um descontraído bate-papo na Câmara Municipal, no dia 6 de julho, com o vereador Leonardo Mattos (PV), presidente Luzia Ferreira (PPS) e o deputado federal José Fernando de Oliveira (PV). O baiano que veio para Minas Gerais na adolescência falou sobre sua história de vida que traduz, em muitos momentos, cenários da história do Brasil.

Sebastião Nery estudou filosofia em Belo Horizonte e começou a carreira como jornalista em 1952, em O Diário. Em 1954, foi eleito vereador pelo Partido Socialista Brasileiro (PSB). Diplomado, não chegou a assumir a cadeira: sua candidatura foi impugnada pelo Tribunal Regional Eleitoral sob alegação de que as campanhas haviam sido feitas em nome do Partido Comunista Brasileiro (PCB), então na clandestinidade.

“Relembrar a história vivida por Sebastião é uma forma de não esquecermos o quanto a democracia e a liberdade política são importantes para a sociedade e de sempre ficarmos vigilantes para que casos como este não ocorram mais”, comentou Leonardo Mattos.

O jornalista foi deputado estadual, em 1962, na Bahia, pelo Movimento Trabalhista Renovador (MTR-PSB) e cassado em 1964, após o golpe militar. Em 1982 elegeu-se pelo PDT a deputado federal no Rio de Janeiro. No início dos anos 90, voltou a se dedicar com exclusividade ao jornalismo. Atualmente escreve uma coluna diária publicada em jornais de 20 estados; participa de um programa de TV na “Rede Minas”, faz conferências e é escritor.

Sebastião Nery presenteou Luzia Ferreira com um exemplar do livro de memórias “A Nuvem”, lançado em abril. O livro conta sua vida na capital mineira e sua militância no Partido Comunista, perpassando 50 anos de jornalismo e política no Brasil do século passado.

“Escrevi para dar meu depoimento sobre minha vida e sobre as pessoas que conheci, como Juscelino Kubitschek, com quem convivi durante quatro anos em BH, quando ele era governador. E sobre Brizola, que foi meu amigo e companheiro de partido, o PDT, até que rompemos, por divergências políticas. Falo também de Collor de Mello, cuja eleição para presidente da República apoiei e a quem depois servi no governo, até que ele fez aquela besteira de confiscar a poupança do povo. E vai por aí”, disse Nery.

A vereadora homenageou o jornalista com uma reprodução em aço do monumento representativo da Lei Orgânica de Belo Horizonte, criado por Oscar Niemeyer e instalado na entrada da Câmara Municipal.

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Fonte: CMBH

Palavras Chaves:

Belo Horizonte, CMBH, Homenagem, Jornalista,

Comentários

  1. odair =deficiente fi

    ilmo.Srº
    Vereador.Leonardo Mattos.
    Belo Horizonte.
    Venho por meio desta pedir a V.s apoio ao Senado,que devera por esse dias votar O Plc.0040.10 ,pois nos Funcionário publico deste pais foram preteridos e estamos fora dos benefícios do Plc.0040,10. Peço que ainda a tempo a lei de corrigir esta distorção e inclusão dos Funcionário Publico de pais.e para os senadores não cometerem injustiças Deficiente físicos,se eu for atendido por vcs nesta batalhão.
    atenciosamente
    agradeço.
    ass,odair aparecido gava.

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    • Leonardo Mattos

      Boa tarde Odair,
      O problema é que quem tem competência para legislar sobre aposentadoria para funcionários pública é o executivo. Desta forma, os deputados ou senadores não podem criar lei para isso. A lei tem que vir do poder Executivo.
      Att,
      Leonardo mattos